O que as câmeras da rodovia pegaram:
Um sujeito para no acostamento da Castelo Branco, perto de Barueri.
Quando dá uma brecha no trânsito o cara vira o carro, atravessando a pista, e fica de frente para o trânsito, no acostamento da esquerda. Nessa hora eu penso: Quié que ele vai fazer?
O cara começa a acelerar, andando entre as faixas, pelo meio das pistas. Um, dois três carros conseguem desviar.
O cara continua, acelerando. Um carretoconsegue desviar, e quase bate em um entroncamento.
4 km. depois, encontra 3 caminhões emparelhados. Nem por isso desvia, ou reduz a velocidade. Entra com tudo na frente de um caminhão que carregava 15 toneladas em barras de ferro.
Morre instantaneamente. O motorista do caminhão, como por milagre, sai ileso. O caminhão perdeu o eixo dianteiro. Ah, era um Volvo.
A foto do carro parece que saiu daqueles compressores de ferro velho de filmes americanos. Era uma Parati.
O motorista era um bancário, de 27 anos, e chamava Kleber Rodrigues Plens.
Vejam a reportagem que saiu.
Agora, vamos aos comentários. Impressionante como nos filmes algo pode parecer divertido, e na vida real choca tanto. Não sei se é por que eu passo pelo mesmo pedaço da rodovia todo dia, no mesmo horário em que ele passou. (ele morreu no domingo).
Não sei o que iria fazer se visse um carro vindo em minha direção. Sei lá, lembro da perseguição do Ronin, ou do Matrix Reloaded, e acho o máximo. Ver caminhões trombando uns com os outros e espalhando ferro velho pela pista é uma arte super estética, nos filmes. Na vida real, é algo que embrulha o estômago.
E nem tenho pena pela vida do sujeito. Respeito o desejo do suicídio, acho que deveria ser um direito da pessoa. Nem questiono os porquês. Mas me impressiona o risco que centenas de pessoas correram, só por estar no caminho desse suicida. Se um tiro na boca resolve, ou um veneninho de rato, ou uma boa dose de remédios para dormir, ou cortar os pulsos na banheira, por que colocar a vida dos outros na parada?
Quer se matar de carro? Entra em um poste na marginal. Agora andar 4km na contramão da Castelo é demais para mim. E isso que não encontraram drogas ou álcool no carro.
Don't talk to me about suicídio