Quinta feira
A primeira meia hora, parecia que não ia causar mal nenhum. Um joguinho simples, alegrinho, com rating E...
Depois de 2 horas, os olhos comecavam a fechar sozinho... Mas eu persisti. Afinal tinha acabado de sair da vida de célula e queria descobrir o mundo novo da terra firme.
Umas 4 horas depois, já com medo de olhar no relógio, percebo que estou quase virando uma tribo. Mas meu cérebro já parou de funcionar, e caio desacordado de sono.
Sexta Feira
No dia seguinte recomeço a saga assim que posso. Afinal, preciso descobrir o que acontece no mundo tribal. Destruo todas as espécies de vida inteligente do planeta, o que o meu jeito carnívoro facilita muito, e sem pudor ou piedade. Como sábado não há trabalho, posso estender um pouco o prazo, não é? Entro no mundo da civilização, e crio várias cidades pelo mundo. Quando estou perto do estágio espacial, vou dormir. O cérebro quer mais, mas o corpo não aguenta.
Sábado
Novamente, só consigo começar à noite. A fase espacial se mostra um pouco mais viciante. Pode ser um problema. Mas ignoro, e vou até a madrugada novamente. A minha evolução na fase espacial parece boa.
Domingo
Finalmente um dia em que posso me dedicar as coisas importantes da vida: Criar novas colônias e espandir meus domínios.
Depois de mais de 30 horas, vejo que as coisas não vão bem. Não consigo segurar as guerras em várias frentes que arrumei, e sou constantemente bombardeado por ataques inimigos em planetas diferentes. Nessa hora, descubro, da pior forma possível, que não há "undo". Salvou, tá salvado, e não tem volta. Quando recebo um título de pai displicente ao perder 5 planetas, vejo que a tendência é inevitável. Minha raça será reduzida à pó.
Segunda Feira
Vou começar tudo de novo... De volta à uma celulinha. Mas dessa vez, serei herbívoro e bonzinho.
Tomara que as olheiras não fiquem muito forte. Ou melhor ainda, tomara que eu enjoe logo desse jogo.
Don't talk to me about o jogo da vida de verdade.